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	<title>Silenciosa Highway</title>
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		<title>Silenciosa Highway</title>
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		<title>Milonga abaixo de mau tempo</title>
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		<pubDate>Mon, 25 Jan 2010 03:02:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Dom Quixote</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Em um dia de vitória, eu tentei matar leões que pareciam fantasmas de um tão recorrente passado. Não que eu tivesse pretensão de controlar o tempo &#8211; foi só um pequeno desejo. Não que eu tivesse a intenção de tornar meu corpo ignorante &#8211; foi um desejo secreto. Mas eu quis e não posso negar [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=silenciosahighway.wordpress.com&amp;blog=8723195&amp;post=29&amp;subd=silenciosahighway&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em um dia de vitória, eu tentei matar leões que pareciam fantasmas de um tão recorrente passado. Não que eu tivesse pretensão de controlar o tempo &#8211; foi só um pequeno desejo. Não que eu tivesse a intenção de tornar meu corpo ignorante &#8211; foi um desejo secreto. Mas eu quis e não posso negar a vontade: quis matar meu cérebro, quis verdadeira ignorância, quis ficar aqui parado. Tal vontade que me mostra até onde devo sonhar enquanto enxergo, enquanto vivo, enquanto piso no chão. Mas até onde enxergo? Não consigo ver o limite. Essa falta de fronteiras combina-se com a falta de realidade, colocando-me no chão.<br />
Ponha-me, eu levanto. Não pensa que é algo novo para mim; não pensa que essa merda cinza que passa em minha língua tem gosto incomum. Eu sinto a sujeira e até estranho ficar muito tempo sem voltar a ela. Geralmente vem assim: quando menos se espera, quanto mais distraído você está. Carpete imundo que faz queda atenuada &#8211; me conforta, me faz querer gritar lar, doce lar.<br />
Foi quando a saudade chegou no limite máximo &#8211; no primeiro momento, realmente voltei para minha casa imunda, mas agora bocejo, tenho preguiça e sinto vontade de rir do meu egoísmo; acho até que merece ficar longe de mim. Por que não disse que era a última vez que eu subiria tantas escadas? E por que tem que me transformar tanto? Quem sou eu há um ano atrás&#8230; hoje&#8230; ano que vem. Quem mais me transformará?<br />
Eu, que não quis receber calor. Muda-me. E conseguiu. Eu, que passei reto, que te deu a mão gelada e recebeu outra em troca. Eu, que ensaiei essa despedida e fico rindo nos bastidores. Mas eu voltei pra casa. E eu não acredito em última vez. Busco incessantemente &#8211; sabe disso. Nuvem, expulsa esse sol que castiga e fecha o céu só para si. Vamos aproveitar que o tempo está assim, perfeito. Erguemos uma taça de álcool puro, bebemos e caímos no chão &#8211; grita: lar, doce lar.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/silenciosahighway.wordpress.com/29/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/silenciosahighway.wordpress.com/29/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/silenciosahighway.wordpress.com/29/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/silenciosahighway.wordpress.com/29/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/silenciosahighway.wordpress.com/29/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/silenciosahighway.wordpress.com/29/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/silenciosahighway.wordpress.com/29/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/silenciosahighway.wordpress.com/29/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/silenciosahighway.wordpress.com/29/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/silenciosahighway.wordpress.com/29/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/silenciosahighway.wordpress.com/29/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/silenciosahighway.wordpress.com/29/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/silenciosahighway.wordpress.com/29/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/silenciosahighway.wordpress.com/29/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=silenciosahighway.wordpress.com&amp;blog=8723195&amp;post=29&amp;subd=silenciosahighway&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Felicidade Vista em Peixes e Bolos</title>
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		<pubDate>Fri, 25 Sep 2009 18:38:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Dom Quixote</dc:creator>
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		<category><![CDATA[cotidiano]]></category>
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		<description><![CDATA[Eu não tinha a menor vontade de ir. Quer dizer, há um tempo atrás era pra ser o dia da semana, do mês. Mas é sempre assim: eu funcionava como um propulsor de felicidade que ia retardando conforme o tempo passava. De qualquer forma, não adiantava lamentar: eu iria. Mesmo já atrasado, e Deus sabe [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=silenciosahighway.wordpress.com&amp;blog=8723195&amp;post=26&amp;subd=silenciosahighway&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu não tinha a menor vontade de ir. Quer dizer, há um tempo atrás era pra ser o dia da semana, do mês. Mas é sempre assim: eu funcionava como um propulsor de felicidade que ia retardando conforme o tempo passava. De qualquer forma, não adiantava lamentar: eu iria. Mesmo já atrasado, e Deus sabe como eu odeio me atrasar, eu iria. E fui pra festa de aniversário.<br />
Confusão, distorção, as imagens não estão mais sendo captadas. Espere, agora ajeitei. Meu presente era secreto. E eu andava pela noite, na estrada branca coberta de calcário. E eu observava as árvores e eram também todas brancas. Ouvi já ao longe a música. Pessoas gritando pra dentro. O estádio já aberto, os leões já soltos.<br />
- Aniversário.<br />
E entreguei o colar de cobras a ela; mas não abriu. Terá uma bela surpresa quando chegar em casa. Tudo escuro, tudo escuro. Uma escada, por favor. Deram-me degraus, bebidas e observação.<br />
Achava engraçado como ninguém me avisou que era festa à fantasia. Vim trajado de mim mesmo &#8211; eu era o único nu, agora que começo a olhar direito. E todos se contorciam emoldurados. Todos revelavam sua vida, sem a menor piedade; eu, apenas louco para opinar, restringia-me à imagens que falavam por mim. Eu era um idiota de cara fechada que se fingia de frio e indolor, quando só queria abraçar o mundo. Foda-se, as bobagens já estão saindo &#8211; mais um copo.<br />
Ao beber uma golada considerável, percebi que deveria também estar comendo. À mim não foi servido nada, mas agora notei que todos empunhavam prato, garfo e peixe. Comiam a vida. Retiravam as escamas. Quase choravam por ter que revelar os espinhos, mas estavam acostumados &#8211; tão familiar, tão próprio&#8230; E devoravam a vida como se devorassem um câncer. Primeiro estágio, segundo estágio, terceiro estágio, morte. Escamas, fedor, fantasia, espinhos.<br />
Paralise o mundo pra mim e pense em planos arquitetados durante noites. É quando tudo falha e ela vem com um pedaço de bolo queimado para &#8220;o único que não come peixes&#8221;. Eu não sei o que dizer. É, eu sou daqueles que respondem em forma de perguntas óbvias que apenas necessitam de um sim ou um não. Também sou surdo, não ouço e não guardo a conversa. Sei apenas que conversamos. Sei apenas que me ofereceu bolo queimado. Sei apenas que eu esperava ver essa sobrancelha franzindo desde que a conheci.<br />
O mundo desparalisou. Durou um segundo: peguei, comi, joguei o prato fora. Bebi mais quatro copos. Achava tudo entediante &#8211; nem meus degraus salvavam aquela festa do inevitável fracasso. Levantei, não avisei ninguém e levei comigo mais duas garrafas. O clichê só se faria completo se eu ponderasse a respeito da vida já bêbado. Eu nunca aprendi a beber devagar. Mas posso dizer que aprendi a dosar meus momentos de felicidade. Iam se tornando cada vez mais raros e eu os moderava. O copo preenchia o resto. Mas os cuidei tão bem que os deixei escapar. Vê: tive um segundo de êxtase naquela ceia de bêbados. Tive um segundo de gagueira.<br />
A vida caminha em câmera lenta, mas foi o segundo mais rápido até então. E por que esse intervalo de tempo tão ridículo não consegue suprir uma hora, um dia, um ano? Por que estes momentos tão esperados, tão arquitetados, não fazem tudo valer a pena? A vida sempre volta. Não é um soco que diz: aqui estou eu, de volta à realidade. É como um retorno à própria casa &#8211; o lugar de onde nunca saí e, se saí, foi por mera demência. Sinceramente, já não sei mais o que é isso. Já não sei mais o gosto do que bebo.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/silenciosahighway.wordpress.com/26/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/silenciosahighway.wordpress.com/26/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/silenciosahighway.wordpress.com/26/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/silenciosahighway.wordpress.com/26/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/silenciosahighway.wordpress.com/26/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/silenciosahighway.wordpress.com/26/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/silenciosahighway.wordpress.com/26/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/silenciosahighway.wordpress.com/26/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/silenciosahighway.wordpress.com/26/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/silenciosahighway.wordpress.com/26/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/silenciosahighway.wordpress.com/26/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/silenciosahighway.wordpress.com/26/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/silenciosahighway.wordpress.com/26/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/silenciosahighway.wordpress.com/26/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=silenciosahighway.wordpress.com&amp;blog=8723195&amp;post=26&amp;subd=silenciosahighway&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Meu Sorriso Diante do seu Sofrimento</title>
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		<pubDate>Tue, 15 Sep 2009 15:55:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Dom Quixote</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Quem afinal nunca renegou do presente para voltar ao passado e reconhecer a origem do veneno? Ao menos por um dia &#8211; isso não é tão anti-ético. Derretemos o gelo e a racionalidade foi embora. Agora rimos, rimos como doentes ao constatarmos que não importa quanto tempo tivéssemos vivido juntos, bastava um minuto para perdermos [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=silenciosahighway.wordpress.com&amp;blog=8723195&amp;post=23&amp;subd=silenciosahighway&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quem afinal nunca renegou do presente para voltar ao passado e reconhecer a origem do veneno? Ao menos por um dia &#8211; isso não é tão anti-ético. Derretemos o gelo e a racionalidade foi embora. Agora rimos, rimos como doentes ao constatarmos que não importa quanto tempo tivéssemos vivido juntos, bastava um minuto para perdermos o respeito. E eu não tenho pena de rir de você, e eu não tenho pena de ajudar os indefesos que tossem. Nós os pisoteamos.<br />
Você acreditaria se eu dissesse que agora luto por tudo aquilo que antes ríamos? Qual seria sua reação se soubesse que o problema vem da raiz mais profunda, da própria ancestralidade? E até ontem eu diria: por tudo que lutamos. Mas hoje é dia especial; é nosso reencontro depois de anos. Celebremos o passado reinterpretando as merdas que fazíamos e vamos cuspir nos outros.<br />
Eu perguntei: como vai a vida? Mas desde as primeiras palavras da sua resposta, minha simpatia inicial já desaparecera, dando lugar à você, ao seu espelho de cinco anos atrás. Você me encontrou; mas você tem tantos amigos que mal lembra o assunto que tinha decorado pra falar comigo. É, sim, eu sei da sua infância e aposto que hoje você não mudou nada: deve continuar dedicando seu tempo a pessoas erradas e eu que corra atrás da sua vida. Eu correria. Mas agora vejo que você se fodeu tanto, e se fodeu tão bonito, que não tem mais valor para minha coleção. Mero verme inútil, passará o resto do dia limpando todo o sangue que escorre da minha narina direita, enquanto treino meu sorriso e te vejo lamentar por se sentir a pessoa mais vazia do mundo.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/silenciosahighway.wordpress.com/23/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/silenciosahighway.wordpress.com/23/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/silenciosahighway.wordpress.com/23/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/silenciosahighway.wordpress.com/23/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/silenciosahighway.wordpress.com/23/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/silenciosahighway.wordpress.com/23/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/silenciosahighway.wordpress.com/23/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/silenciosahighway.wordpress.com/23/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/silenciosahighway.wordpress.com/23/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/silenciosahighway.wordpress.com/23/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/silenciosahighway.wordpress.com/23/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/silenciosahighway.wordpress.com/23/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/silenciosahighway.wordpress.com/23/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/silenciosahighway.wordpress.com/23/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=silenciosahighway.wordpress.com&amp;blog=8723195&amp;post=23&amp;subd=silenciosahighway&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Sugestão de uma Dose de Soda Cáustica</title>
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		<pubDate>Thu, 03 Sep 2009 14:26:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Dom Quixote</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[consciência]]></category>
		<category><![CDATA[criação]]></category>
		<category><![CDATA[metalinguagem]]></category>
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		<description><![CDATA[&#8220;As primeiras linhas revelavam uma pessoa aturdida, querendo confundir o leitor e, possivelmente, a si próprio também. No entanto, ocorre uma identificação imediata e nos vemos sendo conquistados por palavras bonitas e superficiais. - Em quem você se espelhou para construir o protagonista? - Em mim mesmo, ora. Palavras de efeito correndo soltas, perguntas respondidas [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=silenciosahighway.wordpress.com&amp;blog=8723195&amp;post=13&amp;subd=silenciosahighway&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;As primeiras linhas revelavam uma pessoa aturdida, querendo confundir o leitor e, possivelmente, a si próprio também. No entanto, ocorre uma identificação imediata e nos vemos sendo conquistados por palavras bonitas e superficiais.<br />
- Em quem você se espelhou para construir o protagonista?<br />
- Em mim mesmo, ora.<br />
Palavras de efeito correndo soltas, perguntas respondidas com prazer, crítica escondida no silêncio de quem não diz nada e desaprova&#8221;</p>
<p>Esqueci meu nome. Acho que começa com D, mas não tenho certeza. Acabo de acordar com um sonho ainda na cabeça, mas não sei quem sou. Hoje é dia de quarto branco, hoje é dia de cama de hospital. Hoje é purgatório e o inimigo senta ao lado. Fixa tu os olhos em mim depois de me ver olhando paredes e nota o que vai além do meu corpo e destrói &#8211; vem de dentro. É, agora sim, agora sim eu lembro do dia. Agora eu quase lembro quem sou. E sei que tive que admitir que eu sou meu mundo; e que crio as histórias; e que você assiste tudo sem entender nada. É, foi retomada de consciência que veio pra dizer que eu não sou o único cidadão do mundo &#8211; talvez reduzido à cliente ou servo, vou saber.<br />
Sim, aos poucos vou entendendo que ontem havia vida e que a morte passou como uma flecha. Sei que se há chuva, não é por acaso, e eu que sou um garoto que formula teorias sem sequer entendê-las, que aceite o fato. Notei que o que sai dos olhos e escorre até a boca é engolido, completando o ciclo: é o líquido que degenera meus órgãos e queima até meus gritos cessarem. É mal que não acaba; é o que é dito, mas não é feito; é eu e eu mesmo. Bebi copo de lágrimas sem saber que isso de nada adiantaria: eu era meu único convidado para meu show. E parado feito sombra, como quem quer me ensinar que a vida nunca escreveu os sonhos que imaginei, você vem como um baque. Tombo que ao mesmo tempo levanta para ares tão altos e eu já não ouço nada.<br />
E do que adianta rir de tudo, ler besteiras e conversar com idiotas se basta ver a sombra no corredor para que eu me perca em devaneios novamente? E do que adianta passar madrugadas fingindo felicidade, se no final eu lembro da vida? &#8220;Tudo me leva a ti&#8221;.<br />
Ainda pronto para sofrer a avaliação, escutei o que dava, li o que pude. E gaguejava, e me fazia de frio, e eu era superior. E que os laços não se estreitem, e que você me faça lembrar quem é o personagem e quem é o autor.<br />
É, aos poucos eu pego as peças que me constituem, mesmo sem saber se são verdadeiras ou não. Há tantos papéis escritos, há tantos personagens, que não sei em quem acreditar. Quem foi que escreveu? Quais eram as circunstâncias? Eu nunca soube cortar palavras e sempre fui pelo caminho mais longo, as amaciando e preparando para entregá-las do jeito mais bonito possível. E no fundo eu sei que pinto auto-retratos e é isso que te conto agora: sou meu protagonista e não há explicação para essa frase.<br />
O quarto já estava branco demais e eu olhava para os lados. Papel e caneta em cima de uma mesinha. Peguei o conjunto para me livrar disso o mais rápido possível:<br />
&#8220;Esqueci meu nome. Acho que começa com D, mas não tenho certeza&#8221;.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/silenciosahighway.wordpress.com/13/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/silenciosahighway.wordpress.com/13/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/silenciosahighway.wordpress.com/13/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/silenciosahighway.wordpress.com/13/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/silenciosahighway.wordpress.com/13/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/silenciosahighway.wordpress.com/13/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/silenciosahighway.wordpress.com/13/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/silenciosahighway.wordpress.com/13/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/silenciosahighway.wordpress.com/13/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/silenciosahighway.wordpress.com/13/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/silenciosahighway.wordpress.com/13/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/silenciosahighway.wordpress.com/13/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/silenciosahighway.wordpress.com/13/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/silenciosahighway.wordpress.com/13/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=silenciosahighway.wordpress.com&amp;blog=8723195&amp;post=13&amp;subd=silenciosahighway&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Cortando Palavras e Guardando as Sobras (Para Todos Vocês)</title>
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		<pubDate>Tue, 04 Aug 2009 03:54:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Dom Quixote</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Como posso me surpreender mais com luzes novas do que com velhas? Por vezes acho que devo ser apresentado à vocês, novas conhecidas. A certeza de que a reciprocidade é maior cresce cada vez mais. Parem. Sempre soube que estas luzes nunca me fizeram feliz. E vocês se movimentam, rapidamente. Vocês, em uma multidão, unem-se, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=silenciosahighway.wordpress.com&amp;blog=8723195&amp;post=9&amp;subd=silenciosahighway&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Como posso me surpreender mais com luzes novas do que com velhas? Por vezes acho que devo ser apresentado à vocês, novas conhecidas. A certeza de que a reciprocidade é maior cresce cada vez mais.<br />
Parem. Sempre soube que estas luzes nunca me fizeram feliz. E vocês se movimentam, rapidamente. Vocês, em uma multidão, unem-se, cantam. Cansei de estar nessa rua mal iluminada.<br />
Como escrevo isso? Não sei. Me apunhalou sem sequer avisar que me mataria; por quê? Porque sabia que eu não iria me importar. Porque tenho coisas mais importantes a fazer. Sempre estive na penumbra e não há desculpas para não me achar. Quer me acompanhar?<br />
Toda a raiva existente no mundo suicidou-se em uma semana. Não havia sentido para explicar, sequer para entender. Tempo não precisa ser perdido explicando ou entendendo. Tempo perdeu-se no tempo, como todos os outros. Tempo já é um velho em uma cadeira de rodas, sempre como conhecido de todos. Ele nunca morre. Ele nunca muda. Ele mata, mas é bonzinho. Tempo camarada, amigo de todos.<br />
Então eu caminhei na cidade das luzes e, por mais que você tivesse me matado, eu não poderia reprimir uma felicidade clandestina que sempre cresce em mim quando venho aqui. Era soluçante e feliz. E o mais triste de tudo&#8230; é que tudo ficaria sempre apenas nos queros. Quero imaginar este céu e todos vocês comigo. Quero conhecer o mais íntimo do mundo de cada um. Quero saber o que é viver com vocês. Quero saber o que vocês vivem. Quero que me ensinem. Quero fugir, quero&#8230; quero&#8230; sempre quis e sempre irei querer. Pois quando quero, sou feliz por segundos. Quando quero, atinjo o limite da demência. E me mato no instante posterior.<br />
Me diga que tudo não será em vão e que você não se importa com minha companhia. Diz que você irá rir do que eu falar. Fale (também) comigo. Deixe de ter quatro lados, expanda-se. E olhe ao seu redor. Levanto meus braços e te mostro: aqui estou eu. Olhe para mim, luz velha.<br />
E para você, luz nova, te digo que assassinei o ano novo para ficar contigo. O tempo ficou estático e nunca mais fará história. À todos vocês que eu quero para alguns sempres, sejam novos e não envelheçam. E se envelhecerem, me levem junto. Deixe eu conhecer vocês. Não sejam tristes; apenas lembrem-se de todos os seus verões ensolarados em que eu nunca estive e ria, ria do que aconteceu.<br />
Agora a madrugada iniciou sua atividade&#8230; e ainda estou sóbrio. Já nem ligo mais para o sentido e o significado. Você nunca percebeu que andar nas luzes me faz sentir mal?</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/silenciosahighway.wordpress.com/9/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/silenciosahighway.wordpress.com/9/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/silenciosahighway.wordpress.com/9/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/silenciosahighway.wordpress.com/9/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/silenciosahighway.wordpress.com/9/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/silenciosahighway.wordpress.com/9/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/silenciosahighway.wordpress.com/9/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/silenciosahighway.wordpress.com/9/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/silenciosahighway.wordpress.com/9/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/silenciosahighway.wordpress.com/9/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/silenciosahighway.wordpress.com/9/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/silenciosahighway.wordpress.com/9/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/silenciosahighway.wordpress.com/9/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/silenciosahighway.wordpress.com/9/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=silenciosahighway.wordpress.com&amp;blog=8723195&amp;post=9&amp;subd=silenciosahighway&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Alexandria</title>
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		<pubDate>Tue, 04 Aug 2009 03:51:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Dom Quixote</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Minha transmissão, talvez um dia global, começou e terminou nestas paredes de mármore, aquecidas pelo Sol. Em um sagüão gigante, cercado de meus amigos prontos para aplaudir a queda, estava eu e o fogo. O que ainda sou? Qual é minha identidade? Apenas sei que estava em estado de paralisia &#8211; como se rever o [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=silenciosahighway.wordpress.com&amp;blog=8723195&amp;post=6&amp;subd=silenciosahighway&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Minha transmissão, talvez um dia global, começou e terminou nestas paredes de mármore, aquecidas pelo Sol. Em um sagüão gigante, cercado de meus amigos prontos para aplaudir a queda, estava eu e o fogo. O que ainda sou? Qual é minha identidade?<br />
Apenas sei que estava em estado de paralisia &#8211; como se rever o passado me causasse uma náusea constante. Eu já era oco, vazio, e isso explicava muitas coisas. Onde está meu corpo? Deitado nas construções de Alexandria ou mumificado? Quem retirou meus órgãos senão eu mesmo? Eu era apenas pele &#8211; uma imagem que enganava até o melhor observador.<br />
Mas se estou tão vazio e mudo, talvez eu entenda a aversão dos outros. Ah, eu sinto tanta vergonha de tudo que já escrevi&#8230; e esta terá que ser a última vez. E de onde posso buscar inspiração senão de minha própria vida? Mas e se nunca vivi&#8230; o que irei escrever? Você pode me ensinar?<br />
Ainda sinto que quando abro a boca vomitarei a mim mesmo. Tenho tantas ataduras em meu corpo e não sei o que fiz. Há algo que ainda bate. E em dois pratos, eu colocava a pena e o músculo avermelhado. Para que lado penderá a balança? Se tudo deu certo, coisas mortas não pesam nada. E a pena vencerá. Irei ao céu.<br />
Se estou aqui, foi para escrever meu testamento. Inspiro e relembro tudo o que vivi&#8230; todos os manuscritos precisam morrer. Antes, eu reuni meus papiros em uma pilha, em clima de despedida. E agora eu poderia dar início a meu último renascimento:<br />
<span style="font-style:italic;"><br />
&#8220;Há tantos motivos para parar e há tantos motivos para dizer que não faz diferença estar bem. Entre o corpo esquálido e o cálice vazio, entre os lábios rachados e as juras do que restou de mim frente a meus medos&#8230; o que contarei para meus filhos? Por que me acordou? Por que me quer bem? Não me importa ser exato no que desejei. Quem me quis bem fez notar a indiferença frente a meu corpo, deslizando a queda sem fim. Ah, quem me dera desaparecer antes de alcançar&#8230; Pois a mim foi erro não pensar que esquecer fosse um vício. E meus erros viriam para tirar de mim e entregar àqueles que cospem na terra em que meu amor fincou sua raiz. Como posso ter a certeza de uma escolha justa? Apenas sei que, se fui rei, fui rei das chagas.&#8221;</span></p>
<p>Olhei dentro de mim como nunca havia feito antes e procurei alguma identidade. Mas apenas achei cópias e mais cópias, me levando à conclusão de que minhas últimas palavras não foram tão grandiosas assim, afinal.<br />
E descobri, nestes últimos instantes, que talvez nunca conquistei império algum. Já fui rei? Ou somente um projetor? Talvez o fogo me responda. Talvez, se eu iniciar o espetáculo.<br />
Juntei toda a minha vida em uma pilha. Meus caminhos ao céu estavam traçados &#8211; o veneno do corpo foi extraído nas últimas palavras desperdiçadas. Agora arranca a língua e transforma em fogo pra jogar na água &#8211; a vida. Agora entenda que nestas águas criou-se um rio que separou dois corpos brilhando ao Sol e expondo carne podre à corvos brancos. Que de dois corpos, um flutuava e outro tinha seu ombro castigado pelo peso.<br />
As construções deixaram de ser douradas. As línguas me devoraram. Novas gerações vêm e o passado é esquecido. Talvez eu tenha mesmo me perdido no meio de tantas palavras&#8230; E, mais forte do que nunca, o Sol castigava a biblioteca de Alexandria.<br />
Pai, corta as asas que me destes e joga ao fogo. Deixa eu voltar para o ninho. Por favor, me dê a cicuta e acaba logo. Espero a tumba, espero dicionários queimados, espero que o alfabeto não tenha passado de uma utopia. Me arrependo tanto de ter me arriscado a viver&#8230; E te prometo que a risada não será meu ato final. Pai, seca todas as tintas do mundo e impeça que eu termine de escrever meu destino.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/silenciosahighway.wordpress.com/6/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/silenciosahighway.wordpress.com/6/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/silenciosahighway.wordpress.com/6/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/silenciosahighway.wordpress.com/6/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/silenciosahighway.wordpress.com/6/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/silenciosahighway.wordpress.com/6/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/silenciosahighway.wordpress.com/6/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/silenciosahighway.wordpress.com/6/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/silenciosahighway.wordpress.com/6/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/silenciosahighway.wordpress.com/6/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/silenciosahighway.wordpress.com/6/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/silenciosahighway.wordpress.com/6/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/silenciosahighway.wordpress.com/6/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/silenciosahighway.wordpress.com/6/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=silenciosahighway.wordpress.com&amp;blog=8723195&amp;post=6&amp;subd=silenciosahighway&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Ansiedade Que Precede a Apresentação de Uma Peça Teatral Para Seus Melhores Amigos</title>
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		<pubDate>Tue, 04 Aug 2009 03:47:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Dom Quixote</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Começou com um rascunho de idéias que jamais foram fixas. Mudavam a cada segundo, assim como seu temperamento. Não era de se estranhar que o arrependimento batesse à porta com mais frequência nos invernos &#8211; tempo de se recolher e proteger-se de estranhos. O grafite estava fraco. As palavras poderiam ser facilmente apagadas. Mas ele [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=silenciosahighway.wordpress.com&amp;blog=8723195&amp;post=5&amp;subd=silenciosahighway&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Começou com um rascunho de idéias que jamais foram fixas. Mudavam a cada segundo, assim como seu temperamento. Não era de se estranhar que o arrependimento batesse à porta com mais frequência nos invernos &#8211; tempo de se recolher e proteger-se de estranhos. O grafite estava fraco. As palavras poderiam ser facilmente apagadas. Mas ele continuou, com a certeza de que estava fazendo o correto.<br />
Sabia que por impulsos não se chegava a nada, assim como sabia que nunca aprenderia a lição. Continuava, continuava. Rangia os dentes, visualizando as piores cenas possíveis. O script estava quase pronto. Os atores já estavam escalados. De quem seriam as falas? Ou melhor: sequer teriam falas? O charme estava no silêncio &#8211; pior inimigo do escritor. Provava mais uma vez como sabia de tudo: conhecia seu medo pelo silêncio, sua fraqueza e facilidade em desabar ouvindo&#8230; nada.<br />
Ponto final. Não se ouviu mais nenhuma voz. O futuro queria gritar, mas não podia. O futuro queria ser visto&#8230; Mas ele não deixava quebrar o silêncio. Vamos lá, só desta vez. Tira esse orgulho. Você nunca foi altruísta. Você nunca foi bonzinho. Se você fosse, talvez receberia o papel de herói. Mas não: você apenas cria histórias, exagera em detalhes, controla a vida de suas marionetes como bem quer. Ele pegou o lápis e fez um movimento no ar. Ouviu-se um grito. Vislumbrou-se o futuro.<br />
Em imagens densas, ele olhava por olhos de terceiros uma encenação culminando em vaias. Foi o choque. Foi uma misericórdia que ele pudesse ter a chance de assistir ao momento com tamanha antecedência. Ele teria que passar a acreditar: foi, sim, uma intervenção divina. E entre um sorriso e outro, repetiu que tudo que vai, volta. É verdade, é verdade.<br />
Foi por isso que o escritor passou a tremer com tanta violência após ter a visão de seu futuro. Talvez esse seja o motivo que o levou ao choro, ao momento em que se viu. Era com isso que ele sonhava? Era isso que ele queria? É claro que não. E teve que admitir: se há merda agora, haverá merda no futuro. Pare, pare, pelo amor de Deus, pare! Você não é nenhuma pestilência! Não há como contaminar quem você tanto quer. Junte-se ao bando. Sai do pântano e caia bêbado no meio da rua, pedindo por mais cerveja barata.<br />
O escritor só podia agradecer à quem lhe deu essa súbita iluminação. Não seria mais inimigo do tempo ou de quem quisesse se meter em seu caminho. Ele não será engolido pelo futuro. Não: ele se prepará e apresentará a seus amigos a melhor peça que já escreveu em toda sua vida. Por favor, chegue mais. Enche aí o copo, que eu vou apagar as frases ruins e trabalhar um pouco mais neste texto.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/silenciosahighway.wordpress.com/5/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/silenciosahighway.wordpress.com/5/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/silenciosahighway.wordpress.com/5/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/silenciosahighway.wordpress.com/5/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/silenciosahighway.wordpress.com/5/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/silenciosahighway.wordpress.com/5/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/silenciosahighway.wordpress.com/5/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/silenciosahighway.wordpress.com/5/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/silenciosahighway.wordpress.com/5/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/silenciosahighway.wordpress.com/5/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/silenciosahighway.wordpress.com/5/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/silenciosahighway.wordpress.com/5/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/silenciosahighway.wordpress.com/5/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/silenciosahighway.wordpress.com/5/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=silenciosahighway.wordpress.com&amp;blog=8723195&amp;post=5&amp;subd=silenciosahighway&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Fúria</title>
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		<pubDate>Thu, 30 Jul 2009 04:32:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Dom Quixote</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Em um calabouço esperando a sentença. O homem não vinha nunca &#8211; precisarei chamá-lo? O mundo agora era um cubículo de vidro seco que corta sem ninguém ouvir. De marcha fúnebre e festas infestadas de pessoas desapercebidas. De cheiro de doença e de ar inevitável. De festim que está sendo preparado em minha homenagem e [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=silenciosahighway.wordpress.com&amp;blog=8723195&amp;post=3&amp;subd=silenciosahighway&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em um calabouço esperando a sentença. O homem não vinha nunca &#8211; precisarei chamá-lo? O mundo agora era um cubículo de vidro seco que corta sem ninguém ouvir. De marcha fúnebre e festas infestadas de pessoas desapercebidas. De cheiro de doença e de ar inevitável. De festim que está sendo preparado em minha homenagem e delas, que traziam a cabeça em ossos do animal. De superficialidade e de pedidos para que não esperasse nada. E de quem ainda sua frio e não completa a mensagem. De quem é apenas um entre centenas, para quem é apenas um entre um. De quem pensa e não é pensado.<br />
De duas tiras de madeira e de guilhotina é feito o futuro. De dèjá vús e de sapatos com pontas erguidas, de chapéus com guizados, de barulhos que relembram minha presença. De luz que não ilumina, de branco apático, de não ter nada a esperar. De não ter o que dizer, de viajar à lua, de virar astronauta e brincar de Deus. De ter consciência, de não poder exigir, de nunca mudar, de continuar a inchar. De saber que não vai explodir, de rogar a praga, de despejar fungos. De infecções generalizadas, de cortes abruptos, de ser indiferente. De conquistar atenção, de criar a cura e não contar, de vosso patrão, meu respeito. De obedecer, de respeitar, de curvar-se, de declarar inspiração, de viver futuro, de infestar teu quarto de pragas. De não esquecer por um segundo, de não esquecer por uma frase.<br />
De barreiras que não impedem a comunicação: &#8220;sua vez&#8221;.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/silenciosahighway.wordpress.com/3/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/silenciosahighway.wordpress.com/3/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/silenciosahighway.wordpress.com/3/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/silenciosahighway.wordpress.com/3/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/silenciosahighway.wordpress.com/3/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/silenciosahighway.wordpress.com/3/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/silenciosahighway.wordpress.com/3/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/silenciosahighway.wordpress.com/3/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/silenciosahighway.wordpress.com/3/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/silenciosahighway.wordpress.com/3/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/silenciosahighway.wordpress.com/3/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/silenciosahighway.wordpress.com/3/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/silenciosahighway.wordpress.com/3/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/silenciosahighway.wordpress.com/3/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=silenciosahighway.wordpress.com&amp;blog=8723195&amp;post=3&amp;subd=silenciosahighway&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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